CARTA DE UMA MORTA

                               Querida Mamãe e meu querido pai Álvaro. Não sei explicar a grande emoção que envolve meus pensamentos nesta hora. Parece um sonho, mamãe, estarmos juntas novamente através desse intercâmbio.  Peço-lhe não chorem mais o que ficou para trás no tempo em forma de sofrimento. Como aconteceu o inesperado? Tudo aconteceu muito rápido como se naquela manhã tivéssemos de obedecer às Leis de Deus a fim de que a gente trocasse de vida e de  corpo.
                               Quando recebi a notícia do fogo, o tumulto fora da sala era muito grande e eu preocupada em terminar meus trabalhos não percebi que o fogo estava tão próximo de mim. Foi tarde demais quando dei conta e naquele momento de desespero resolvi acompanhar a todos que estavam em direção ao elevador que não podia mais aguardar-nos.
                              Esforcei-me, naquele momento, para alcançar um elevador, porém, não tinha mais jeito. Resolvi apressadamente subir para os andares de cima do prédio para alcançarmos um helicóptero mas era impossível levar a todos naquele desespero. Entendi mamãe que tinha chegado a minha hora e orei, orei como nunca na minha vida, lembrando de toda a minha existência em um só momento. Atravessei tudo com a prece no coração! E posso dizer a você mãezinha que um brando torpor invadiu meu  espírito e desmaiei.
                               O calor era muito grande para que fosse sentido por nós e  compreendi que tinha chegado a minha hora e aceitei. Recebi a visita do vovô Álvaro e outros amigos espirituais e por isso não sofri tanto. Lembrei nossas preces e nossas conversas em casa e não procurei dar ouvido ao desespero dos colegas em torno de mim. O sentimento de resignação  e fé me auxiliaram para que pudesse ser socorrida. Mais tarde despertei ao seu lado no Instituto de Medicina Legal. Logo em seguida meu avô Álvaro me informou que tudo estava consumado e que precisava esquecer a ilusão de que estava no corpo. Levaram-me para um pronto socorro espiritual onde estou em tratamento.
 Querida mamãe, chorei muito, mas Deus não abandona os que têm fé. Alguns dias após estive sempre ao seu lado. Agora estou em paz. Meu avô e outros amigos espirituais estão me ajudando na recuperação necessária.
                              De minha parte, estou melhorando a cada dia. Agradeço as suas preces e as orações de VOLNÉIA e VOLNELITA, de CÉLIA e outras amigas. Quando posso sempre volta à nossa casa.
                               Querida mamãe, continue forte e tenha muita calma! Acredite,  mamãe, a morte não existe; o que existe é a mudança que, geralmente, não é fácil de suportar.
                              Mamãe, ouça-me dando notícias e recorde aqueles recados: Mãezinha, fique tranquila; Mãezinha, estou bem; Mãezinha, cheguei, etc. Esteja certa, mamãe, de que com o beijo de todos os dias e o carinho de todos os momentos, continua sendo sempre sua, a filha de sempre, que tanto a ama,
                                                      VOLQUIMAR.

NOTA:

Volquimar Carvalho dos Santos nasceu em GUARATINGUETÁ-1/7/52, faleceu carbonizada em 1/2/74, no EDIFICIO JOELMA na manhã do dia 1/2/74, com 21 anos de idade. Trabalhava 23º andar na CREFISUL, como digitadora, desencarnando 4 mêses depois. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Cachoeirinha-SP.
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P A Z

Se a provação te aflige,
Deus te conceda paz.
Se o cansaço te pesa,
Deus te sustente em paz.
Se te falta a esperança,
Deus te acrescente a paz.
Se alguém te ofende ou fere,
Deus te renove em paz.
Sobre as trevas da noite,
O Céu fulgura em paz.
Ama, serve e confia.
Deus te mantém a paz.
                                            
EMMANUEL

Médium:  Chico  Xavier
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PRECE DE CÁRITAS

                                               (Ler  em  voz  alta  diariamente)

           Deus, nosso Pai, que tendes poder e bondade, dai força àquele que passa pela provação, dai luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
           Deus! dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
           Pai! dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
           Senhor! que a vossa vontade se estenda sobre tudo que criaste.
            Piedade, Senhor, para àquele que Vos não conhece, esperança para àquele que sofre. Que vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.
           Deus! um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão, um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
           Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! poder, oh! bondade, oh! beleza, oh! perfeição e queremos de algum modo alcançar a Vossa misericórdia.
           Deus! dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão, dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa imagem.

 C Á R I T A S  
         
Esta prece fora recebida numa sessão em 25 de dezembro de 1863. O Espírito chamado CÁRITAS fora martirizado na cidade de Lion, França, quando de sua vida na Terra.
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“SEJA PAI DO SEU FILHO, ANTES QUE UM TRAFICANTE O  ADOTE”

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HOSPITAL DO SENHOR

           Fui ao hospital do Senhor para fazer um check-up de rotina, e constatei que estava doente.
           Quando Jesus mediu minha pressão, verificou que estava baixa de ternura.
           Ao tirar a temperatura, o termômetro registrou 40 graus de egoísmo.
           Fiz um eletrocardiograma e diagnosticaram que eu necessitava de uma ponte de amor, pois minhas veias estavam bloqueadas por não abastecerem meu coração vazio.
           Ortopedicamente tinha dificuldade de andar lado a lado e não conseguia abraçar os irmãos por ter fraturado o braço, ao tropeçar na minha vaidade.
           Tinha miopia constatada por não enxergar além das aparências; queixei-me de não poder ouvi-lo, diagnosticou bloqueio em decorrência das palavras vazias do dia-a-dia.
           Obrigado, Senhor, por não ter custado nada a consulta, pela sua grande misericórdia, mas prometo após ser medicado e receber alta do hospital, somente usar homeopatia, que são os remédios naturais que me indicou e estão no receituário do Evangelho de Jesus Cristo.
           Vou tomar, ao levantar, chá de obrigado Senhor, ao entrar no trabalho, uma colher de sopa de Bom Dia Irmãos, e de uma em uma hora, um comprimido de Paciência, com meio copo de Humildade.
           Ah, Senhor, ao chegar em casa vou tomar uma injeção de Amor e ao deitar, duas cápsulas de Consciência Tranqüila.
    Assim, tenho certeza, não ficarei mais doente.                                        
Prometo prolongar este tratamento preventivo por toda a minha vida, para que, quando me chamar, seja por morte natural.

           Obrigado, Senhor, e perdoe-me por ter tomado o Seu tempo.

            Do seu eterno cliente...
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VERDUGO E VÍTIMA

Da justiça
O rio transbordava.
           Aqui e ali, na crista espumosa da corrente pesada, boiavam animais mortos e deslizavam toras e ramarias.
           Vazantes em torno davam expansão ao crescente lençol de massa barrenta.
           Famílias inteiras abandonavam casebres, sob a chuva, carregando aves espantadiças, quando não estivessem puxando algum cavalo magro.
           Quirino, o jovem barqueiro, que vente e seis anos de sol no sertão haviam enrijado de todo, ruminava plano sinistro.
           Não longe, em casinhola fortificada, vivia Licurgo, conhecido usurário das redondezas.
           Todos o sabiam proprietário de pequena fortuna e que montava guarda, vigilante.
           Ninguém, no entanto, poderia avaliar-lhe a extensão, porque, sòzinho, envelhecera e, sòzinho, atendia às próprias necessidades.
           _ “O velho _ dizia Quirino de si para consigo _ será atingido na certa. É a primeira vez que surge uma cheia como esta. Agarrado aos próprios haveres, será levado de roldão... E se as águas devem acabar com todo, porque não me beneficiar? O homem já passou dos setenta... Morrerá a qualquer hora. Se não for hoje, será amanhã, depois de amanhã... E o dinheiro guardado? Não poderia servir para mim, que estou moço e com pleno direito ao futuro?...”
           O aguaceiro caía sempre, na tarde fria.
           O rapaz, hesitante, bateu a porta da choupana molhada.
           _ “Seu” Licurgo! “Seu” Licurgo!...
           E, ante o rosto assombrado do velhinho que
assomara à janela, informou:
            _ Se o senhor não quer morrer, não demore.
            Mais um pouco de tempo e as águas chegarão. Todos os vizinhos já se foram...
           _ Não, não... _ resmungou o proprietário _ , moro aqui há muitos anos. Tenho confiança em Deus e no rio... Não sairei.
            _ Venho fazer-lhe um favor...
           _ Agradeço, mas não sairei.
           Tomado de criminoso impulso, o barqueiro empurrou a porta mal fechada e avançou sobre o velho, que procurou em vão reagir.
           _ Não me mate assassino!
           A voz rouquenha, contudo, silenciou nos dedos robustos do jovem.
           Quirino largou para um lado o corpo amolecido, como traste inútil, arrebatou pequeno molhe de chaves do grande cinto e, em seguida, varejou  todos os escaninhos...
           Gavetas abertas mostravam cédulas mofadas, moedas antigas e diamantes.
            Enceguecido de ambição, o moço recolhe quanto acha.
           A noite chuvosa descera completa...
           Quirino toma os despojos da vítima num cobertor e, em minutos breves, o cadáver mergulha no rio.
            Logo após, volta à casa despovoada, recompõe o ambiente e afasta-se, enfim, carregando a fortuna.
            Passado algum tempo, o homicida abandona a região e instala-se em grande cidade, com pequena casa comercial, e casa-se, procurando esquecer o próprio arrependimento, mas recebe o velho Licurgo, reencarnado, por seu primeiro filho...                                                                                                        
                                                       IRMÃO X
                                                        (Espírito)
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CENTRO ESPÍRITA HERCULANO PIRES - Reuniões: Quartas e sábados.

Se queres viver contente no doce clima da paz, nunca dês um passo à frente, deixando culpas atrás.
Se queres felicidade no campo que te rodeia,  nunca entreteças teu ninho em galho de dor alheia.
O dever possui as bênçãos da confiança, mas a dívida tem os fantasmas da cobrança.
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Olá!                                            Nossos sonhos

Ele era um jovem que morava no Centro Oeste dos Estados Unidos. Por ser filho de um domador de cavalos, tinha uma vida quase nômade mas desejava estudar. Perseguia o ideal da cultura. Dormia nas estrebarias, trabalhava os animais fogosos e nos intervalos, à noite, ele procurava a escola para iluminar a sua inteligência.
Em uma dessas escolas, certa vez, o professor pediu à classe que cada aluno relatasse o seu sonho. O que desejariam para suas vidas.
O jovem, tomado de entusiasmo, escreveu sete páginas. Desejava, no futuro, possuir uma área de 80 hectares e morar numa enorme casa de 400 metros quadrados. Desejava ter uma família muito bem constituída.
Tão entusiasmado estava, que não somente descreveu, mas desenhou como ele sonhava a casa, as cocheiras, os currais, o pomar. Tudo nos mínimos detalhes. Quando entregou o seu trabalho, ficou esperando, ansioso, as palavras de elogio do seu mestre.
Contudo, três dias depois, o trabalho lhe foi devolvido com uma nota sofrível. Depois da aula, o professor o procurou e falou:
- O seu é um sonho absurdo. Imagine, você é filho de um domador de cavalos. Você será um simples domador de cavalos. Escreva sobre um sonho que possa se tornar realidade e eu lhe darei uma nota melhor.
O jovem foi para casa muito triste e contou ao pai o que havia acontecido. Depois de ouvi-lo, com calma, o pai lhe afirmou:
- O sonho é seu, meu filho, faça o que quiser... essa decisão é sua: Persistir neste sonho ou procurar outro.
O jovem meditou e, no dia seguinte, entregou a mesma página ao professor. Disse-lhe que ficaria com a nota ruim mas não abandonaria o seu sonho.
Esta história foi contada para várias crianças pelo dono de um rancho de 80 hectares, uma enorme casa de 400 metros quadrados e uma família muito bem constituída, próximo de um colégio famoso dos Estados Unidos o qual empresta para crianças pobres passarem os fins de semana.
Depois de terminar a história, o dono do rancho revelou ser o jovem que teve a nota ruim, mas não desistiu do seu sonho.
E o mais incrível é que depois de 30 anos o professor daquelas crianças tem visitado com os seus alunos, aquela área especial. Um dia se apresentou, por ter identificado no proprietário o antigo aluno e confessou:
- Fico feliz que o seu sonho tenha escapado da minha inveja. Naquela época eu era um atormentado. Tinha inveja das pessoas sonhadoras. Destruí muitas vidas. Roubei o sonho de muitos jovens idealistas. Graças a Deus, não consegui destruir o seu sonho, que faz bem a tantas vidas.
Como é bonito ter sonhos... sonhar é da natureza humana. Tudo que existe no mundo, um dia foi elaborado, pensado e meditado por alguém. Antes de ser concretizado em cimento, mármore, madeira ou papel... foi um sonho!!!
(autor desconhecido)    "Nunca se afaste de seus sonhos, pois, se eles se forem, você continuará vivendo, mas terá deixado de existir". Charles Chaplin
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CONSELHOS

1)        O melhor dos amigos  - Deus.
2)        Os melhores companheiros  - os pais.
3)        A melhor casa  - o Lar.
4)        A maior felicidade  - a consciência tranqüila.
5)        O mais belo dia  - hoje.
6)        O melhor tempo  - agora.
7)        O melhor negócio  - o trabalho.
8)        O melhor divertimento  - o estudo.
9)        A melhor regra de viver. - a disciplina.
10)    A coleção mais rica  - a das boas ações.
11)    A maior alegria  - o dever bem cumprido.
12)    A maior força  - a do bem.
13)    A melhor atitude - a cortesia.
14)    O maior heroísmo  - a coragem de ser bom.
15)    A maior falta - a mentira.
16)    A pior nobreza   - a preguiça.
17)    O pior fracasso  - o desânimo.
18)    O maior inimigo   - o Mal.
19)    O melhor dos esportes  - a prática do bem.
20)    A estrada mais fácil para a Felicidade  - o caminho reto.

(Um pai, sentindo que a vida é cheia de lutas, de sucessos e fracassos, legou estes conselhos a seus filhos).
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PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho
Sonhei que estava andando na praia, com o Senhor, e através do Céu passavam cenas de minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também, que isso aconteceu nos mementos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso entristeceu-me deveras, e perguntei então ao Senhor:
“Senhor, Tu me dissestes que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo todo o caminho mas, notei que durante as maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida, apenas um par de pegadas. Não compreendo por que, nas horas que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixastes”.
O Senhor me respondeu:
“Meu precioso filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos braços... te carreguei”.
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